A XVIII Conferência Portuguesa de Ciências Polares reunirá em Faro, a 6 e 7 novembro de 2026, a comunidade nacional de investigação polar e os seus parceiros internacionais para apresentar os mais recentes avanços científicos, discutir desafios emergentes e promover novas colaborações na investigação polar.
O CCMAR volta a acolher a conferência, depois de a ter organizado em 2013 e 2022, reforçando o seu compromisso com a investigação e a colaboração científica nesta área.
Calendário
- 1 Setembro: Abertura para submissão de abstracts
- 21 Setembro: Abertura de inscrições
- 30 Setembro: Prazo limite para a submissão de abstracts
- 08 Outubro: Prazo limite para a submissão de abstracts
- 16 Outubro: Notificação da aceitação dos abstracts
- 20 Outubro: Prazo limite para a inscrição a valor reduzido
- 26 Outubro: Programa (provisório)
- 2 Novembro: Prazo limite para inscrição
- 6 Novembro: Conferência
- 7 Novembro: Workshops: APECS Portugal + PEI
Quaisquer dúvidas que tenha sobre o evento, não hesite em contactar-nos: polar2026@ualg.pt
Promover a Colaboração Polar, Gerar Impacto Global
As alterações que ocorrem no Ártico e na Antártida têm consequências muito para além das regiões polares. Influenciam o sistema climático global, a circulação oceânica, o nível do mar, os ecossistemas, a biodiversidade e os ciclos biogeoquímicos, tendo também uma importância crescente para processos de decisão ambiental, social e económica à escala global.
Uma vez que estes processos ultrapassam fronteiras geográficas, disciplinares e nacionais, a sua compreensão exige abordagens científicas igualmente amplas e coordenadas. A colaboração internacional, a partilha de infraestruturas, a investigação multidisciplinar e a observação de longo prazo são essenciais para produzir ciência polar mais robusta, comparável e com maior impacto.
Nos últimos anos, foram criadas ou reforçadas várias plataformas, redes e iniciativas internacionais com o objetivo de apoiar este tipo de cooperação, facilitar o acesso a infraestruturas e dados polares, articular prioridades de investigação e aumentar a visibilidade e o impacto dos resultados científicos. Estes enquadramentos colaborativos permitem também aproximar a investigação dos processos de decisão, contribuindo para transformar conhecimento científico em avaliações, recomendações e apoio a políticas a nível nacional e internacional.
A nível nacional
Para a comunidade polar portuguesa, a participação nestas estruturas internacionais é particularmente relevante. A participação de Portugal em organizações e enquadramentos como o SCAR, COMNAP e CCAMLR, entre outros, reforça a sua integração no sistema internacional de investigação polar, facilita o acesso a redes científicas e logísticas e aumenta a visibilidade e a influência da investigação portuguesa na definição de prioridades comuns, avaliações e conhecimento com relevância para as políticas.
Esta dimensão internacional é também central para a qualidade e ambição da ciência polar portuguesa. A colaboração permite às equipas nacionais participar em programas de investigação mais amplos e interdisciplinares, partilhar competências e infraestruturas, comparar observações entre regiões e diferentes escalas temporais e contribuir para questões científicas que dificilmente podem ser abordadas de forma eficaz por países ou disciplinas isoladamente.
A Conferência de 2026 constituirá, por isso, um fórum para apresentar resultados recentes, discutir atividades científicas em curso e emergentes, identificar novas oportunidades de colaboração e reforçar ligações entre investigadores, instituições e programas internacionais. Será também uma oportunidade para discutir de que forma a excelência científica, a observação coordenada, o desenvolvimento tecnológico e as abordagens interdisciplinares podem aumentar o contributo da investigação polar para o conhecimento global e para políticas baseadas em evidência.
Dando continuidade às edições anteriores, a Conferência continuará a apoiar o desenvolvimento da comunidade polar portuguesa, promover redes de colaboração científica, incentivar a participação de jovens investigadores e reforçar o contributo de Portugal para a ciência polar internacional.
Colaboração Polar para um Impacto Global traduz esta perspetiva: impactos globais exigem uma ciência globalmente coordenada, e uma colaboração mais forte pode aumentar simultaneamente a qualidade científica e a relevância social e política da investigação polar.
Informação Geral
A XVII CPCP e os Workshops APECS / PEI decorrão no Auditório Verde do edifício 8 no Campus de Gambelas da Universidade do Algarve (localização 9 no mapa). O acesso ao edifício é feito através do portão principal do campus, em Gambelas, a 15 minutos, em automóvel, da cidade de Faro. Poderão estacionar gratuitamente nos parques no interior ou exterior do Campus, seguindo até ao edifício 8. O auditório encontra-se no piso -1 (marcado no mapa do campus abaixo).
Mapa Campus de Gambelas
Faculdade de Economia – 9 ; Cantina Universitária - 6

A sessão de posters e coffee-breaks terão lugar no hall e espaços adjacentes ao Auditório
Os almoços terão lugar na Cantina Universitária de Gambelas (localização 6 no mapa), a 5 minutos a pé do local da conferência.
Como chegar
Para ficar a saber a melhor forma de chegar ao local, consulte o guia com os transportes e a informação de que necessita, disponível para download aqui.
Não hesite em contactar-nos: polar2026@ualg.pt
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Speakers Convidados:
DIEGO FILUN | Coordenador Antarctica InSync (online)
- O Antarctica InSync é uma iniciativa internacional no âmbito da Década dos Oceanos da ONU que promove a investigação coordenada e interdisciplinar. Este projeto científico global irá sincronizar a investigação na Antártida e no Oceano Antártico. A fase de implementação e análise decorrerá entre 2027 e 2030, com campanhas de campo conjuntas em terra, no mar e no ar. A fase preparatória teve início em 2024. O Antarctica InSync reúne os temas de investigação do gelo, do oceano, do clima e da vida.
MARIA GRIGORATOU | European Polar Board (online)
- Maria Grigoratu é a Secretária Executiva do European Polar Board e responsável pelo European Polar Coordination Office (EPCO). Oceanógrafa biológica, com doutoramento em Ecologia Marinha e Modelação de Ecossistemas pela Universidade de Bristol, o seu trabalho combina ciência dos ecossistemas, modelação, coordenação internacional e diplomacia científica. Tem uma vasta experiência na liderança de projetos de investigação e na promoção da colaboração entre as comunidades científica, política e outras partes interessadas.
- O European Polar Board (EPB) reforça a coordenação e a colaboração na investigação no Ártico e na Antártida a nível europeu. Reunindo organizações de 22 países, estabelece ligações entre institutos de investigação, entidades financiadoras, academias, ministérios e operadores polares, apoiando prioridades comuns e uma utilização mais eficaz das infraestruturas de investigação. O EPB promove também a cooperação multilateral e atua como uma ligação fundamental entre as comunidades europeia e internacional de investigação polar.
- O European Polar Coordination Office (EPCO) funciona como um ponto central de contacto para a comunidade europeia de investigação polar, bem como para responsáveis políticos e decisores, incluindo a Comissão Europeia.
PHILIPPE ARCHAMBAULT | Université Laval, Canadá, e ArcticNet
O Professor Doutor Philippe Archambault é docente de Biologia na Université Laval, no Canadá, e titular da Cátedra de Investigação do Canadá em Biodiversidade e Funcionamento dos Ecossistemas num Oceano em Mudança. É Diretor Científico da ArcticNet e Diretor do Laboratório Internacional de Investigação Takuvik (CNRS–Sorbonne Université–Université Laval). A sua investigação centra-se na biodiversidade marinha, no funcionamento dos ecossistemas e nos impactos das alterações climáticas, estabelecendo uma ligação entre a investigação fundamental e as políticas de gestão ambiental. O seu trabalho tem contribuído para a criação de áreas marinhas protegidas no Canadá e para a tomada de decisões internacionais em matéria de gestão ambiental, nomeadamente no âmbito das Nações Unidas.
É também Diretor Científico da ArcticNet, uma organização canadiana sem fins lucrativos dedicada ao avanço da investigação no Ártico e ao desenvolvimento de estratégias de adaptação e políticas que respondam aos desafios das alterações climáticas e socioeconómicas. Financiada principalmente pelo Governo do Canadá, a ArcticNet promove a investigação multidisciplinar, a capacitação científica e a integração do conhecimento científico e dos saberes indígenas. A organização fomenta a colaboração nacional e internacional, estabelecendo ligações entre investigadores, instituições e comunidades do Ártico, incluindo comunidades indígenas, e criando oportunidades para projetos de investigação conjuntos, partilha de conhecimento e iniciativas de cooperação científica.
Abstracts
A submissão de abstracts está encerrada.
Tópicos
Os abstracts deverão indicar um tópico principal e um tópico secundário:
- A. Biodiversidade, Ecologia e Funcionamento dos Ecossistemas
- B. Fisiologia, Adaptação e Respostas Biológicas à Mudança
- C. Oceanos Polares, Biogeoquímica e Sistemas Aquáticos
- D. Atmosfera, Clima e Criosfera
- E. Geologia, Geofísica e História da Terra nas Regiões Polares
- F. Observação Polar, Deteção Remota e Ambientes Extremos
- G. Dimensões Humanas, Governação e Sustentabilidade
- H. Tecnologia, Infraestruturas, Colaboração e Política Científica
Apresentações Orais
As apresentações orais devem ser realizadas em inglês, e terão a duração de 15 minutos (apresentações regulares - 10' apresentação + 5' perguntas). As apresentações orais serão presenciais.
Posters
Os posters devem ser redigidos em Inglês com dimensão A0 (1189 mm x 841 mm; altura x largura) numa única página.
Prémio de Melhor Comunicação
Serão atribuídos prémios à melhor apresentação oral e ao melhor poster apresentados por estudantes ou jovens investigadores. A solicitação para inclusão na lista de comunicações a avaliar deve ser indicada no formulário de submissão de abstracts. Apenas serão consideradas comunicações em que o apresentador seja o autor em avaliação.
Abstracts
Os resumos deverão ser em Inglês, com um máximo de 2000 caracterers (incluindo espaços) ou 300 palavras no corpo do texto (excluindo títulos, autores e afiliações). Todos os elementos devem caber e numa página única respeitando a formatação e tipo de letras indicados. Máximo de 3 resumos por participante (2 por apresentação oral e/ou 3 por poster).
A submissão de abstracts encontra-se encerrada.
Early Bird até 20 de outubro:
| Tipo de inscrição | Early Bird Fee | Regular Fee |
| Estudantes de Licenciatura | 15€ | 20€ |
| Jovens cientistas* e estudantes de pós-graduação** | 35€ | 45€ |
| Cientistas, professores universitários e restantes interessados | 50€ | 60€ |
*Cientistas que tenham terminado o PhD há menos de 5 anos mediante prova (upload de certificado de doutoramento emitido há menos de 5 anos)
** Será necessário provar o estatuto de Estudante de pós-graduação através de preenchimento e upload de declaração.
Existem duas modalidades disponíveis para efetuar a inscrição e respetivo pagamento, escolha a que lhe for mais conveniente:
Inscrição com pagamento digital automático através de MBWAY, Referência MB ou VISA.
Registe-se aqui com pagamento digital
Inscrição com pagamento manual através de transferência bancária, os detalhes são enviados através de e-mail após submissão de formulário e requerem o envio de comprovativo.
NOTA: Quaisquer questões referentes ao pagamento, por favor contacte-nos, através do e-mail expediente@ualg.pt, indicando o assunto "CPCP 2026".











