Novo superaditivo para rações de peixes do futuro | CCMAR
CCMAR é o único parceiro português em dois projetos europeus de Aquacultura
O Centro de Ciências do Mar (CCMAR) é parceiro em dois grandes projetos, financiados pela União Europeia, através de fundos H2020, o PerformFISH e o MedAID. Ambos os projetos serão desenvolvidos por equipas do CCMAR, durante os próximos anos.
1ª Conferência de Biologia Marinha dos Países de Língua Portuguesa: Uma ponte entre mares
Um encontro para investigadores e interessados em Biologia Marinha, totalmente em língua portuguesa.
Aquaexcel2020 - The 8th Call for Access is OPEN
The 8th Call for Access is OPEN, with an application deadline of 12 December 2017.
 

Novo superaditivo para rações de peixes do futuro

 

Investigadores do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) em cooperação com o CSIC (Espanha) concluíram que os ingredientes utilizados em Aquacultura podem ser substituídos por ingredientes de origem vegetal, sem que isso prejudique o crescimento do pescado ou comprometa  a qualidade do mesmo. É mais um passo que a ciência dá no caminho da aquacultura  sustentável. 

Os cientistas descobriram que a adição de suplementos de butirato nas rações de peixes ajudam a preservar a função intestinal na dourada que é alimentada à base de rações vegetais. A investigação foi liderada por equipas do Instituto de Aquicultura Torre de la Sal (IATS-CSIC), em colaboração com os cientistas da Norwegian University of Life Sciences e CCMAR, em estreita cooperação com parceiros industriais (BIOMAR, NOREL).

O estudo foi conduzido no âmbito dos projetos AQUAEXCEL, AQUAEXCEL2020 e ARRAINA, todos eles financiados pela União Europeia. 

As rações de aquacultura à base de vegetais são vistas como mais sustentávies do que as produzidas à base de farinha peixe. Contudo, embora em algumas espécies não haja registo de limitações, noutras verificou-se uma diminuição na eficiência com que digerem alimentos, aumentando a suscetibilidade a doenças e stress. 

O butirato de sódio é um dos aditivos alimentares mais promissores a ser utilizados na aquacultura para evitar efeitos adversos. O cientistas explicam que este sal de de ácido gordo de cadeia curta é porduzido por fermentação bacteriana de carbo-hidratos não digeridos. Os estudos conduzidos possibilitaram aos cientistas definir a dose mais efetiva de butirato para a dourada, tendo por base o desempenho do crescimento e as medidas da função intestinal, arquitetura e permeabilidade. 

A dourada, espécie que serviu como teste e à qual foi administrado o suplemento de butirato, apresentou menos problemas intestinais do que outras espécies quando submetidas a dietas vegetais, descoberta essa que foi suportada por várias abordagens de diferentes equipas dos projetos.

A investigação levada a cabo cruza diversas áreas de investigação e só foi possível graças à interação transfronteiriça que permitiu a troca e partilha de conhecimento entre os vários centros parceiros dos projetos, onde se inclui o CCMAR. 

 

Link para o estudo:

https://doi.org/10.1371/journal.pone.0166564