Novo superaditivo para rações de peixes do futuro | CCMAR
CCMAR é o único parceiro português em dois projetos europeus de Aquacultura
O Centro de Ciências do Mar (CCMAR) é parceiro em dois grandes projetos, financiados pela União Europeia, através de fundos H2020, o PerformFISH e o MedAID. Ambos os projetos serão desenvolvidos por equipas do CCMAR, durante os próximos anos.
21st International Symposium on Microencapsulation
INSCREVA-SE JÁ no 21st International Symposium on Microencapsulation (27 - 29 Setembro 2017), Gambelas Campus (Faro).
1ª Conferência de Biologia Marinha dos Países de Língua Portuguesa: Uma ponte entre mares
Um encontro para investigadores e interessados em Biologia Marinha, totalmente em língua portuguesa.
Peixes usam sinais químicos na urina para resolver disputas e excitar rivais
Num estudo recentemente publicado na revista Scientific Reports, um grupo de investigadores do Centro de Ciências do Mar, dá conta de que o peixe tilápia moçambicana usa estes sinais para reduzir a violência nos combates.
Bem-vindos!
O CCMAR recebeu ontem a visita dos novos alunos de Biologia e Biologia Marinha (2017/2018). Mostrámos os nossos laboratórios, o nosso Centro de Mergulho Científico e demos as boas-vindas aos caloiros que este ano ingressaram na UAlg.
 

Novo superaditivo para rações de peixes do futuro

 

Investigadores do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) em cooperação com o CSIC (Espanha) concluíram que os ingredientes utilizados em Aquacultura podem ser substituídos por ingredientes de origem vegetal, sem que isso prejudique o crescimento do pescado ou comprometa  a qualidade do mesmo. É mais um passo que a ciência dá no caminho da aquacultura  sustentável. 

Os cientistas descobriram que a adição de suplementos de butirato nas rações de peixes ajudam a preservar a função intestinal na dourada que é alimentada à base de rações vegetais. A investigação foi liderada por equipas do Instituto de Aquicultura Torre de la Sal (IATS-CSIC), em colaboração com os cientistas da Norwegian University of Life Sciences e CCMAR, em estreita cooperação com parceiros industriais (BIOMAR, NOREL).

O estudo foi conduzido no âmbito dos projetos AQUAEXCEL, AQUAEXCEL2020 e ARRAINA, todos eles financiados pela União Europeia. 

As rações de aquacultura à base de vegetais são vistas como mais sustentávies do que as produzidas à base de farinha peixe. Contudo, embora em algumas espécies não haja registo de limitações, noutras verificou-se uma diminuição na eficiência com que digerem alimentos, aumentando a suscetibilidade a doenças e stress. 

O butirato de sódio é um dos aditivos alimentares mais promissores a ser utilizados na aquacultura para evitar efeitos adversos. O cientistas explicam que este sal de de ácido gordo de cadeia curta é porduzido por fermentação bacteriana de carbo-hidratos não digeridos. Os estudos conduzidos possibilitaram aos cientistas definir a dose mais efetiva de butirato para a dourada, tendo por base o desempenho do crescimento e as medidas da função intestinal, arquitetura e permeabilidade. 

A dourada, espécie que serviu como teste e à qual foi administrado o suplemento de butirato, apresentou menos problemas intestinais do que outras espécies quando submetidas a dietas vegetais, descoberta essa que foi suportada por várias abordagens de diferentes equipas dos projetos.

A investigação levada a cabo cruza diversas áreas de investigação e só foi possível graças à interação transfronteiriça que permitiu a troca e partilha de conhecimento entre os vários centros parceiros dos projetos, onde se inclui o CCMAR. 

 

Link para o estudo:

https://doi.org/10.1371/journal.pone.0166564