Nova espécie invasora detetada no estuário do Guadiana | CCMAR
CCMAR é o único parceiro português em dois projetos europeus de Aquacultura
O Centro de Ciências do Mar (CCMAR) é parceiro em dois grandes projetos, financiados pela União Europeia, através de fundos H2020, o PerformFISH e o MedAID. Ambos os projetos serão desenvolvidos por equipas do CCMAR, durante os próximos anos.
1ª Conferência de Biologia Marinha dos Países de Língua Portuguesa: Uma ponte entre mares
Um encontro para investigadores e interessados em Biologia Marinha, totalmente em língua portuguesa.
Aquaexcel2020 - The 8th Call for Access is OPEN
The 8th Call for Access is OPEN, with an application deadline of 12 December 2017.
 

Nova espécie invasora detetada no estuário do Guadiana

 

Nos últimos anos, os investigadores do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) reportaram o aparecimento de mais de uma dezena de espécies invasoras no estuário do Guadiana. A nova espécie detetada é um hidróide, que ao incrustar-se em estruturas artificiais traz efeitos negativos não só a nível do ecossistema, mas também a nível sócio-económico.

A nova espécie invasora referenciada para o estuário do Guadiana, trata-se de um hidróide, com o nome científico Cordyolophora cáspia. É uma espécie incrustante, que se aloja em estruturas  artificiais, incluindo marinas, ancoradouros de barcos e canalizações de sistema de rega. Os efeitos prejudiciais deste tipo de organismos associam-se ao estabelecimento de populações extremamente densas em estruturas submersas ou transportadoras de água que acabam por danificar-se e tornar-se, muitas vezes, inoperacionais.

Nos últimos anos, os investigadores do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) reportaram o aparecimento de mais de uma dezena de espécies invasoras no estuário do rio Guadiana, incluindo peixes, amêijoas, alforrecas, camarões, com consequências nefastas para as espécies nativas.

Segundo Alexandra Teodósio, investigadora do CCMAR que conduziu o estudo agora publicado,  “a regularização do caudal neste rio parece facilitar a introdução de diferentes espécies de origens remotas”. Os cientistas explicam que a variabilidade natural do Guadiana,  desencoraja o estabelecimento de novas espécies, que não apresentem uma adaptação a estas características como acontece nas espécies nativas.

Os cientistas que reportaram o surgimento da nova espécie invasora, publicaram muito recentemente um estudo sobre este aparecimento, no qual concluem que “os pulsos de água doce, libertados pelas barragens em alturas específicas da reprodução, pode reduzir ou minimizar o impacto destas espécies no ecossistema estuarino e nas atividades económicas”.