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O CCMAR, juntamente com o MARE, CESAM, CIIMAR e OKEANOS firmaram um manifesto que apela ao reconhecimento do Oceano como Domínio Estratégico nas políticas nacionais de Ciência e Inovação, defendendo uma visão integrada do papel do mar no desenvolvimento sustentável de Portugal.

Vivemos um momento decisivo para a ciência, a tecnologia e a inovação. A transição climática, a segurança alimentar e energética, a transformação digital e os desafios geopolíticos colocam o oceano no centro das respostas que irão moldar o futuro das sociedades. Neste contexto, a Economia Azul afirma-se como um motor de desenvolvimento sustentável, assente no conhecimento científico, na inovação e na utilização responsável dos recursos marinhos.

Foi com esta visão que cinco dos principais centros portugueses dedicados à investigação marinha criaram um manifesto conjunto, defendendo que o Oceano deve ser reconhecido como um Domínio Estratégico nas políticas nacionais de Ciência e Inovação. Para os signatários, reconhecer o Oceano como Domínio Estratégico significa enquadrá-lo como um eixo transversal das políticas públicas, capaz de impulsionar a Economia Azul, reforçar a soberania e a segurança marítima, acelerar a transição energética e climática e promover inovação em áreas tão diversas como os dados, a inteligência artificial, as telecomunicações e a biotecnologia marinha.

Portugal encontra-se numa posição única para assumir esta liderança. Com cerca de 97% do seu território nacional correspondente ao espaço marítimo, incluindo uma Zona Económica Exclusiva de aproximadamente 1,7 milhões de km², o país reúne condições excecionais para afirmar o oceano como um ativo estratégico para o conhecimento, a inovação e a competitividade internacional.

Enquanto centro de investigação dedicado às ciências marinhas, o CCMAR considera que este reconhecimento permitirá reforçar a capacidade nacional de responder aos grandes desafios do século XXI, promovendo uma articulação mais eficaz entre investigação, inovação, políticas públicas e uma Economia Azul sustentável, competitiva e baseada no conhecimento.

Mais do que uma proposta de reorganização das prioridades científicas, o manifesto representa uma visão para o futuro: reconhecer que investir na ciência do oceano é investir na capacidade do país para responder aos desafios ambientais, tecnológicos, sociais e económicos que marcarão as próximas décadas.

O manifesto será apresentado às entidades responsáveis pelas políticas nacionais de Ciência e Inovação, com o objetivo de promover um debate alargado sobre o papel estratégico do oceano no desenvolvimento de Portugal.