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bivalve mantle observation
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Keywords
gene regulation

Continuamos a explorar os segredos do oceano, sempre focados na proteção dos seus ecossistemas e na promoção de práticas sustentáveis. 

Numa nova investigação com o mexilhão do mediterrânio (Mytilus galloprovincialis), descobrimos que o sistema nervoso destes bivalves tem um papel inesperado na produção e reparação das suas conchas – e os neuropeptídeos são os verdadeiros heróis desta história.

Cérebro ou Concha?
A produção de conchas sempre foi vista como um processo físico, mas agora sabemos que há muito mais por trás disso. A nossa investigação focou-se em como pequenos mensageiros químicos, os neuropeptídeos, controlam a regeneração das conchas quando estas são danificadas. Esta descoberta levanta novas questões sobre o papel do sistema nervoso nos bivalves e como este afeta diretamente a sua sobrevivência e adaptação.

Neuropeptídeos: Os Pequenos Grandes Heróis
Os nossos testes revelaram que o neuropeptido calcitonina que em humanos regula a formação do osso, em bivalves também existe e consegue restaurar o processo de reparação da concha, com resultados impressionantes. Estes neuropeptídeos ativam a produção de cristais de cálcio, essenciais para a formação de novas conchas. Esta descoberta abre caminho para novas ideias na biotecnologia, especialmente em aplicações que envolvem biomineralização e regeneração de estruturas.

 

 

Impacto no Futuro Azul
Estas descobertas não são apenas fascinantes para a ciência, mas também têm implicações práticas para a indústria da aquacultura e conservação marinha. Compreender melhor os mecanismos de regeneração de conchas pode levar a práticas mais sustentáveis na gestão de espécies marinhas e promover a proteção dos habitats oceânicos. 

No CCMAR, acreditamos que o futuro dos oceanos depende da ciência inovadora que hoje estamos a desenvolver.
 

Pode ler o artigo científico na íntegra, aqui.