CCMAR @t media: Cientistas não sabem se Ria ainda é santuário do cavalo-marinho | CCMAR
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    O Centro de Ciências do Mar (CCMAR) é parceiro em dois grandes projetos, financiados pela União Europeia, através de fundos H2020, o PerformFISH e o MedAID. Ambos os projetos serão desenvolvidos por equipas do CCMAR, durante os próximos anos.
  • SIBIC2018
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  • 24th IUPAC International Conference on Physical Organic Chemistry (ICPOC 24)
    Will take place in Portugal, Faro, from 1 to 6 July 2018.
 

CCMAR @t media: Cientistas não sabem se Ria ainda é santuário do cavalo-marinho

 

"(...) Estas notícias não passam despercebidas aos biólogos Jorge Palma e Miguel Correia, que desde 2007 estudam as espécies Hippocampus hippocampus (focinho curto) e Hippocampus guttulatus (focinho longo), as mais vulgares na Ria Formosa. «Sabemos que há pessoas que os capturam por meios ilegais, quer por mergulho, quer por arrasto, ambos interditos. Um dos problemas dos cavalos-marinhos é a fertilidade, que é muito baixa. O macho pode libertar 200 a 300 juvenis, mas, em meio natural, pouquíssimos sobrevivem.
Toda a população acaba por não ter capacidade de gerar um descendência em número suficiente. Se forem retirados do ambiente aos milhares como estão a ser atualmente,
rapidamente esta população pode entrar em colapso», explica Jorge Palma.
Estes cientistas sabem que as populações estão em declínio. «Conseguimos identificar algumas causas, quer naturais, quer antropogénicas. Um dos grandes problemas é a degradação ambiental, do habitat de fundo, o desaparecimento de macroalgas às quais os cavalos-marinhos se agarram e que precisam para estabelecer as suas colónias», explica o biólogo Miguel
Correia".

 

Publicado in Barlavento, 06/04/2017